Depressão pós parto é mais comum do que se pode imaginar...
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Depressão Pós Parto é mais comum do que se pode imaginar…

Depressão pós parto

Embora uma grande parcela das pessoas não saibam, a depressão pós parto é  muito mais comum do que se possa imaginar – existe uma estimativa que aponta que essa condição pode chegar a afetar aproximadamente 10% de todas as mulheres que acabaram de se iniciar na maternidade.

Entre os sintomas mais recorrentes, destaca-se a ansiedade, ausência de energia, alteração com relação ao padrão proveniente ao seu sono e também mudanças relacionas a alimentação.

A depressão pós parto consiste em uma doença como qualquer outra e por isso também exige que se realize um tratamento adequado, onde devem ser considerados o uso de medicação e até mesmo terapias!

O grande ponto é que socialmente ainda não conseguimos quebrar o preconceito que circunda esse tipo de condição. É comum que muitas pessoas não procurem se informar ou até mesmo tenham interesse em entender a respeito dessa condição tão difícil para a mãe.

É comum que muitos acusem a mulher por falta de interesse na maternidade, por ser uma mãe ausente, ruim, sem amor – e mais uma série de outras acusações infundadas, quando na verdade a culpa nunca é da mulher, bem como não existe qualquer rejeição relacionada à rejeição à criança.

depressão pós parto – o que é? Entenda melhor!

A depressão pós parto é uma condição muito mais séria e preocupante do que muitas pessoas eventualmente podem imaginar – diferente do que muitos pensam, não se trata de uma melancolia rápida, que logo passará.

Grande parte das mulheres pode realmente se sentir mais triste ainda nas primeiras duas semanas após o parto – isso se refere ao “blues puerperal”, porém essa melancolia tende a ir embora por conta própria a um curto prazo de tempo.

Já quando se trata da depressão pós parto a tristeza eminente e a ausência de energia não são sintomas que acabam sendo sanados com o passar do tempo – ocorre que a mulher passa a não ver graça alguma em praticamente nada que esteja ao seu redor e na sua vida atual e é comum que situações mais prazerosas acabem sendo ainda mais raras.

Para tanto, é muito importante que algum membro familiar mais próximo ou até mesmo a própria mulher tentem reconhecer logo tal condição de depressão, pois somente assim será possível ir de encontro ao apoio necessário para amenizar o problema o quanto antes.

Quando não se recorre a um tratamento adequado, o estado de depressão pode se prolongar por meses e até mesmo anos!

Aconteceu comigo….

Vou contar o que aconteceu comigo, tive o Enzo em 2014 e sempre imaginei que depressão pós parto, era sentir rejeição ao bebê, não querer ele por perto, e como eu não tinha essa sensação , queria sempre estar perto e cuidar do meu bebê, não percebi que estava passando por uma depressão pós parto. Eu não tinha prazer nas coisas que antes eu amava fazer, sempre fui de dar muita risada e já não fazia mais.

As pessoas que estão a nossa volta não percebem, mas estamos destruídas por dentro sem uma explicação, pois a maternidade é a maior felicidade que uma mulher pode sentir e eu sentia vergonha de estar daquela forma . Procurei ajuda, fui medicada e tomei a medicação por apenas 1 mês, e dizia  – Agora sarei, estou ótima, me recuperei. Mas, mal sabia que a medicação teria que ser tomada por mais tempo, eu cometi um erro enorme.

Sem receber alta do meu médico eu interrompi a medicação, e isso me prejudicou por quase dois anos. Hoje me recuperei integralmente e quero alertar as mães que passam por isso. Jamais interrompam o tratamento da depressão pós parto, mesmo você achando que está 100% recuperada.

Até os dias atuais a medicina ainda não conseguiu uma explicação mais substancial sobre os motivos que podem acarretar a depressão pós parto – porém, há uma percepção de que a condição esteja associada a combinações hormonais, psicológicas, genéticas e até mesmo ambientais!

Existem meios de saber se uma mulher está ou não com depressão pós parto?

depressão pós parto

Essa é uma dúvida bastante recorrente! Para lhe ajudar a ter respostas, confira abaixo uma breve lista dos sintomas mais comuns que precisam de um pouco mais de atenção:

  • Tristeza recorrente, principalmente de manhã ou a noite.
  • Sensação de desanimo, como se nada de bom pudesse acontecer
  • Sensação de muita culpa e de se sentir responsável por tudo
  • Ausência de paciência e uma certa irritabilidade
  • Desejo de chorar por quase todos os motivos
  • Um forte cansaço, mesmo depois de já ter descansado
  • Não conseguir se divertir com absolutamente nada (mesmo coisas que antes eram agradáveis).
  • Sensação de medo por não conseguir enfrentar o que a vida pode agregar
  • Muita ansiedade, principalmente com relação ao bebê – tem medo que algo possa acontecer, dificuldades para confiar o pequeno a outras pessoas, e até mesmo de confiar nos próprios médicos.
  • Medo de estar com alguma doença grave
  • Ausência de foco.
  • Sente que o bebê é como um ser estranho e não seu filho
  • Muitos pensamentos de caráter negativo, não somente a ela mesma, mas também com relação ao bebê
  • Vontade de desistir de tudo

Todos os sinais relacionados acima não são uma regra, e a depressão pós parto pode variar bastante de mulher para mulher. Mas, esses sinais podem ser vistos como os mais frequentes.

Ter sentimentos não tão positivos em determinados dias é natural – há dias que não acordamos 100%, não é mesmo – mas, se por acaso você percebe que está vivenciando uma série desses sinais de forma mais corriqueira e sente que nada ameniza, apenas piora, pode ser que procurar ajuda de um médico agora seja a solução mais assertiva.

Há casos que a depressão pode chegar a patamares tão profundos que acarreta alucinações com relações a atitudes violentas – então não deixe que o problema seja ignorado e busque ajuda!

Ainda não se sabe ao certo como as mulheres podem se prevenir contra a depressão pós-parto – há médicos que receitam antidepressivos depois da realização do parto como uma medida preventiva. Mas acima de qualquer coisa, se você vivenciar esse problema tenha em mente: a culpa jamais é sua!

 

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