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endometriose e gravidez

Endometriose e gravidez

Endometriose e gravidez

Confira a relação entre a endometriose e a gravidez e saiba quais são os riscos pelos quais a mãe e o bebê podem, ou não, passar ao longo da gravidez se a mãe for portadora da doença.

A endometriose é uma doença que ataca o sistema reprodutor feminino, causando dor e infertilidade. Essa doença ocorre quando o tecido que normalmente se alinha dentro do útero começa a crescer na parte de fora do útero. Conheça a relação entre endometriose e gravidez.

As causas para o desenvolvimento de lesões de endometriose não são totalmente compreendidas pelos esforços dos médicos, mas é possível encontrar uma série de maneiras para o diagnóstico e tratamento.

Geralmente, as lesões se desenvolvem sobre ou sob os ovários, nas tubas uterinas, atrás do útero, nos tecidos que seguram o útero no lugar, nas entranhas ou na bexiga e, em raros casos, nos pulmões ou outras partes do corpo.

Endometriose e gravidez: como a doença afeta tentativas de gravidez

Após a dor, a infertilidade é o sintoma mais comum da endometriose. Não existe apenas uma causa de infertilidade relacionada à endometriose, mas sim uma série de fatores que contribuem para a dificuldade de engravidar.

  • Em estágios avançados da doença, há cistos ou aderências pélvicas que impedem a ovulação e o transporte do ovo ou embrião.

Nos casos iniciais, as causas são ainda menos compreendidas, mas foi demonstrado que o ambiente intraperitoneal previne a gravidez por meio de uma variedade de mecanismos em pacientes com endometriose.

  • Essas mulheres têm substâncias bioquímicas com efeitos anti-fertilidade em seu líquido peritoneal, que é um dos fatores que impedem a gravidez.

Sem tratamento, não há dúvida de que as chances de gravidez na endometriose são significativamente reduzidas. Mulheres com endometriose em estágio I ou II têm cerca de 2% de chance de engravidar em qualquer ciclo menstrual (taxa de fecundidade do ciclo).

Essa chance é inferior a 1% para mulheres com doença em estágio III ou IV. Em comparação, as taxas de fecundidade do ciclo dependentes da idade em mulheres férteis saudáveis ​​variam entre 15 e 25%”.

Tratamento para infertilidade relacionada à endometriose

O tratamento da endometriose pode aumentar as probabilidades de uma gravidez, e a primeira opção é geralmente uma ressecção laparoscópica do tecido endometrial.

  • Este, por sua vez, se caracteriza por um procedimento cirúrgico que consiste na remoção ou vaporização dos crescimentos, a fim de melhorar a fertilidade.

Após a cirurgia, a taxa de fecundidade do ciclo em pacientes com doença estágio I ou II aumenta para cerca de quatro a cinco por cento, enquanto em pacientes com estágio III ou IV, o aumento é de um a dois por cento.

  • Apesar dos números desanimadores, também há outras opções.

Além da cirurgia, as pacientes também podem ser recomendadas para a utilização de medicamentos de fertilidade combinados com inseminação intrauterina.

Este é um tratamento conhecido como ciclo controlado de hiperestimulação ovárica/inseminação artificial, que é capaz de melhorar as taxas de fecundidade do ciclo para cerca de 11%.

Finalmente, há também a opção de procedimentos de fertilização in vitro/transferência de embriões, que é o tratamento com maiores probabilidades de conceber.

A fertilização in vitro combinada com medicamentos para aumentar a fertilidade geralmente resulta em um aumento das taxas para 35%, de acordo com estudos.

endometriose e gravidez

Alterações na endometriose e gravidez

Não é impossível para as mulheres que sofrem de endometriose engravidarem e, em alguns casos, as mulheres nem sequer sabem da doença antes de engravidar.

Apesar do fato de a gravidez não curar a endometriose, durante a gravidez as mulheres tendem a apresentar menos manifestações dos sintomas da doença, que incluem alguns dos que serão citados:

  • Cólicas menstruais dolorosas e debilitantes;
  • Dor durante ou após o sexo;
  • Dor no intestino ou abdômen inferior;
  • Evacuações dolorosas ou micção dolorosa durante a menstruação;
  • Períodos menstruais intensos,
  • Manchas pré-menstruais ou sangramento entre os ciclos;
  • Síndrome da bexiga dolorosa,
  • Sintomas digestivos ou gastrointestinais semelhantes a um distúrbio intestinal,
  • Fadiga,
  • Cansaço e falta de energia.

De fato, atualmente não há cura para a endometriose e ela pode voltar após a gravidez. Durante a gravidez, e como os sintomas geralmente não são tão significativos, as mulheres são desencorajadas a se submeter ao tratamento da doença.

Além disso, o impacto da endometriose no bebê é quase inexistente, por isso, não há razão para que você possa temer danos à saúde do bebê quando for portadora da doença e estiver grávida.

É recomendado que você visite um profissional médico capacitado para que o mesmo possa determinar quais são os riscos para a saúde da mãe que envolvem a gravidez, e se será necessário recorrer a algum tipo de tratamento específico para lidar com a doença nesse período.

Alguns pesquisadores levantaram a hipótese de que a endometriose aumenta o risco de parto prematuro, mas a correlação não foi estabelecida e a maioria dos pacientes acaba parindo bebês completamente saudáveis.

Agora, que você já sabe a relação entre a endometriose e gravidez, será possível conseguir lidar de maneira muito mais saudável caso essa seja a sua situação ao engravidar, jamais abandonando o apoio médico durante a gestação.

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