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Gravidez na adolescência no Brasil

Gravidez na adolescência no Brasil

 “Brasil está em 7° lugar no ranking Sul Americano de gravidez na adolescência, se igualando com Peru e Suriname”

Esse assunto de interesse mundial, ” gravidez na adolescência” infelizmente tem sido mais frequente a cada ano que se passa preocupando, assim, toda a sociedade. Repleta de riscos, tanto físicos quanto principalmente emocionais, esse é um debate que tem que ganhar espaço nesta década!

Vale destacar que entende-se por adolescência o período que vai dos 10 aos 19 anos de idade segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde. Todavia, a adolescência pode vir a ser interrompida antes disso e justamente por motivo de uma gravidez.

Alguns dados alarmantes destacam que atualmente 1 a cada 5 grávidas no Brasil  são adolescentes. Ou seja, cerca de 21,2% dos bebês que estão nascendo são frutos da gravidez na adolescência! –  A região que tem o índice mais alto é a região nordeste do país 1 a cada 3 bebês nascem de mães adolescente.

Nos países mais pobres os índices são ainda mais assustadores. Sobem para 33%, ou seja, um terço das gestantes são meninas que estão pulando uma fase importante da vida – tanto no que se refere ao organismo quanto ao psicológico – para ninar os seus próprios filhos.

Quer saber mais sobre o assunto e entender a complexidade desse problema para a sociedade e, principalmente para essas mães que são tão novas? Acompanhe o conteúdo desta publicação e saiba mais agora mesmo!

Quais os principais riscos de uma gravidez na adolescência?

gravidez na adolescência no Brasil

Depois de conferir números tão assustadores sobre o tema, vale a pena destacar quais são os maiores riscos de uma gravidez na adolescência, motivos que, por si só, já bastam para que o assunto seja considerado como de alta complexidade, exigindo a atenção de todos.

Especialistas da área da saúde afirmam que a faixa etária ideal para que uma mulher venha a gerar filhos é entre 20 e 35 anos, pois o corpo está perfeitamente ajustado para passar por uma gestação com riscos menores tanto para a mãe quanto para o feto.

Antes ou depois dessa idade, os problemas podem aparecer colocando em risco a ambos. Na adolescência, em especial, os riscos são maiores ainda!

As chances de má nutrição, por exemplo, é uma das recorrências em gestações que acontecem durante a adolescência. A falta de nutrientes que são essenciais para o desenvolvimento do feto pode trazer prejuízos para ele.

O peso das crianças que nascem de mães novas também é incrivelmente mais baixo, pois o organismo da “mulher” não tem capacidade ainda de suprir a necessidade de ambos.

Também é comum, infelizmente, que os partos de gravidez na adolescência aconteçam prematuramente. São muitos os bebês que nascem antes da 37ª semana, fase em que a criança nem sempre está ainda com o seu pulmão completamente formado.

O número de abortos espontâneos também é alto entre as jovens. Da parcela que consegue levar a gestação até o fim, infelizmente é mais comum que o bebê nasça com problemas e transtornos – especialmente para as mães com menos de 15 anos – que terão que ser tratados ao longo da vida toda.

Problemas psicológicos: Mais graves e que recebem menos atenção!

Anteriormente foram apontadas as questões físicas da complicação de uma gravidez na adolescência, entretanto é indispensável ressaltar que muitas vezes os problemas psicológicos são muito mais sérios e graves.

Praticamente crianças ou ainda em fase transitória, o medo de ser rejeitada pela sociedade é um dos primeiros pontos, consequências, de uma gestação fora de hora. Infelizmente muitas meninas se isolam do mundo, podendo desenvolver sérias doenças e transtornos, tais como a depressão.

Os problemas com a família também são agravantes desse quadro crítico. Quantos não são os pais que, no momento mais difícil e complicado da vida de suas filhas, não as abandonam e até mesmo mandam embora de casa?

Se com o apoio familiar para encarar o problema a situação já não é nada fácil, sem este auxílio e amparo é praticamente impossível que a jovem possa resolver tudo isso sozinha!

Tais problemas fazem com que a adolescente, muitas vezes, rejeite completamente a criança após o seu nascimento.

Não sabendo lidar com a responsabilidade de ser mãe, com o isolamento perante a sociedade e com a falta de apoio dos familiares, muitas meninas acabam desenvolvendo doenças psicológicas sérias e que podem levar até mesmo a tentativas de suicídio.

Como reverter esse quadro?

Falar qualquer coisa aqui – na teoria – pode ser algo realmente simples ou fácil, entretanto passar para a realidade é a grande missão, a tarefa impossível, que muitas pessoas têm trabalhado a favor, como organizações governamentais e não-governamentais.

Debater o tema gravidez na adolescência com certeza é um dos primeiros passos para fazer com que os números diminuam. Essa conversa deve começar dentro de casa, deve ter espaço na escola e em muitos outros meios!

A conscientização é indispensável assim como é essencial que os valores sejam readequados. Criança é criança, adolescente é adolescente e adulto é adulto. Enquanto esses grupos continuarem a ser mesclados, principalmente pela mídia corrosiva, infelizmente a realidade não se transformará!

Qual a sua opinião tratando-se do tema gravidez na adolescência? Como você acredita que este quadro pode ser alterado? Aproveite para comentar e não se cale perante a um assunto tão importante!

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