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Gravidez na adolescência

Gravidez na adolescência – O que é preciso saber?

Infelizmente, em pleno século 21, a sociedade precisa lidar com temas polêmicos e profundos, como casos relacionados à gravidez na adolescência.

Essa fase da vida é considerada, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) na faixa etária entre 10 e 19 anos e consiste em uma época onde são reveladas inúmeras descobertas – e entre tais descobertas está a iniciação da vida sexual!

A iniciação da vida sexual ainda na fase da adolescência se dá principalmente por conta do elevado pico dos níveis hormonais – e o grande problema é que, seja por ausência de informação ou atitudes próprias dessa famosa mais rebelde, ocorre que tais relações podem ser feitas sem a proteção adequada.

Uma boa parcela da população mais jovem no Brasil ainda insiste em ignorar os métodos contraceptivos – há quem saiba exatamente a sua importância e eficiência, mas mesmo assim não os adota em meio à sua vida sexual.

E justamente por esse motivo, nos últimos anos, percebeu-se um aumento bastante substancial de adolescentes sendo acometidos por doenças sexualmente transmissíveis, além da gravidez precoce.

Desde o ano de 2011 notou-se um grande aumento de nascimento de crianças onde os pais tinham em média entre 15 e 19 anos de idade e uma outra parcela chamou atenção por conta de seu crescimento nas estatísticas – mães com idade entre 10 e 14 anos de idade apenas!

Outro dado surpreendente é que meninas que acabam se tornando mães muito cedo acabam tendo o segundo filho ainda no primeiro ano após o parto anterior – essa margem é de 30% aproximadamente.

Gravidez na adolescência – as causas, a falta de informação e desigualdade social.

gravidez na adolescência

A gravidez na adolescência pode envolver uma série de causas e há meninas que relatam que se tornaram mães precocemente por desejo próprio.

Porém, não importa as causas ou desejos envolvidos – o grande fator que deve ser destacado perante essa condição social está relacionado aos problemas provenientes de uma saúde pública realmente digna e pronta para lidar com tal situação.

O atual sistema de saúde que é exposto a sociedade acarreta grandes riscos à saúde tanto da mãe quanto para o bebê – e isso está absolutamente atrelado a um fator socioeconômico.

Isso porque uma grande parcela dessas jovens mães acaba largando a escola e acabam tendo de vivenciar dificuldades para achar um emprego e manter suas necessidades básicas.

Há quem definia que essa situação se dá à falta informação – isso até faria sentido em regiões mais abastadas e com acesso limitado a informação, como alguns pontos concentrados no Norte e Nordeste do país, mas nos dias atuais levar essa defesa adiante é algo praticamente inviável.

Os jovens hoje em dia têm muito mais informações e acesso facilitado à internet e conteúdos focados nesses assuntos – internet, smartphones sempre conectados, televisão, cinema, rádio e as escolas estão sempre difundindo a importância dos métodos contraceptivos e o risco eminente das doenças sexualmente transmissíveis – o grande ponto é que uma grande parcela não sabe de fato como se prevenir de forma adequada.

Isso porque não compreende de forma mais profunda a função de cada um dos métodos, usando-os de forma até mesmo equivocada, ou simplesmente julgando que não precisa usar – é o típico comportamento adolescente que acredita que nada irá acontecer fora do que ele queira!

O machismo, a diferença de classes e a formação do pensamento nessa fase.

Nos últimos tempos podemos perceber que em poucos anos tivemos grandes avanços em determinados aspectos, mas também acabamos regredindo em condições comportamentais sociais básicas.

Muitas meninas afirmam que simplesmente não usam métodos contraceptivos, como a camisinha, por exemplo, porque seu parceiro cria objeções ou defende que se existe um relacionamento estável não há porque se proteger.

Ainda nessa premissa, meninos que se tornam pais se sentem no direito de não assumir a paternidade nessa fase, considerando que a responsabilidade é da mãe e da sua família (levando em consideração que ela ainda é dependente dos pais).

Mas, ainda é possível ver boas perspectivas diante de todo esse cenário – segundo pesquisas promovidas pelo Governo Federal e Ministério da Saúde nos últimos 11 anos a taxa de gravidez na adolescência teve uma redução de cerca de 17%.

Por mais que os números sejam animadores, se levarmos em conta a nossa vida moderna e como poderíamos estar em um patamar muito mais promissor, ainda é uma percepção bastante limitada.

Até mesmo porque meninas que residem nas regiões mais pobres do país possuem um amparo muito inferior das autoridades nesse sentido – diferentes do que ocorre nas regiões mais riscas e grandes centros urbanos.

Na realidade nós também devemos tomar essa responsabilidade quando se trata de contribuir para diminuição da gravidez na adolescência – os pais precisam investir em uma educação sexual dentro do seio familiar, conversar, expor os problemas, entender os dilemas de seus filhos e procurar fazer isso sempre de forma sincera e honesta!

 

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