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Manha vem de Mãe….

Manha vem de Mãe – Foi só você chegar que começou a manha

Não tem jeito! Ter filhos é um exercício de paciência e também de saber lidar não somente com aspectos que envolvem sua criação e desenvolvimento no dia a dia, mas também com comentários e até mesmo julgamentos de outras pessoas (que em grande parte dos casos nem deveriam opinar!) – provavelmente, em algum momento, você já pode ter ouvido a seguinte frase “foi só você chegar que começou a manha!”.

Sim! Se você se irrita, magoa ou fica indignada com esse tipo de comentário, saiba que lidar com eles é mais importante do que lidar com a pessoa que os proferiu! – do contrário, você poderá estar alimentando a equivocada culpa materna que terceiros costumam depositar sobre seus ombros.

A jornalista Fernanda Aranda, que também é mãe de 3 crianças, não teve medo e nem se esquivou de abordar esse assunto – aliás, quando se trata de falar sobre comportamento infantil e como o ambiente social lida com isso, sem usar o bom e velho teor romantizado costumeiro, é sempre interessante!

Associar que determinados comportamentos difíceis por parte da criança sempre têm a ver com algo que a mãe faz ou deveria fazer (segundo a percepção de outras pessoas) é algo bastante comum – mas, veja bem: comum não significa que estamos falando de algo correto!

No decorrer de seu texto a jornalista enfatiza que é preciso considerar um olhar mais acolhedor com relação às mães – afinal, são elas que escutam tais comentários. Só que não podemos nos limitar a isso somente: é importante também direcionarmos um olhar atento também a quem possui a autoria de tais comentários!

Nem é preciso dizer que o texto teve uma repercussão enorme nas redes sociais e até mesmo foi muito compartilhado – quer se aprofundar nesse assunto e entender como lidar com essa percepção também? Então continue lendo esse artigo a seguir para entender mais!

Foi só você chegar que começou a manha – as mães precisam se informar. Os que julgam precisam abrir a mente e o coração!

manha

Enfatizar que a mudança do comportamento das crianças perante a presença da mãe é algo ruim ou negativo pode parecer mais fácil do que tentar se aprofundar sobre tudo que permeia esse aspecto!

No texto amplamente compartilhado nas redes sócias, a jornalista menciona que se uma criança se mostrava aparentemente ótima até momento que a sua mãe chega no ambiente e o chororô começa, na verdade isso não é algo relacionado simplesmente ao fato da mãe chegar e acabar com um momento sublime!

Na verdade, é bem provável que nada tenha piorado com a sua presença, e sim a criança passou a sentir muito mais segura para manifestar e desabafar seus sentimentos – pode ser que ela estivesse segurando a sua onda até perceber que a mamãe estava por perto!

Pode ser que até então ela estivesse com medo ou até mesmo estivesse vivenciando alguma frustração que achou melhor não demonstrar  – só que quando a criança vê a figura materna sabe que a sua verdade pode prevalecer e que seus sentimentos não precisam ser contidos. Pelo contrário.

No seu texto, a jornalista ainda comenta sobre a simbiose que há entre mães e filhos e até mesmo como elas podem ser associadas a um importante “porto seguro”.

Quando as mães acabam ficando longe por um dado período, o bebê tem a oportunidade de buscar meios de reconhecer a si mesmo e essa ação aparentemente simples e corriqueira exige um grande esforço e energia emocional para o pequeno.

Mas, quando a mãe reaparece, o bebê já não possui muitos elementos para conseguir organizar tudo que até então ele vivenciou e absorveu e é justamente aí que a criança pode extravasar suas emoções e colocar seus anseios e conflitos para fora. – e o resultado? Choro, e o que muitos consideram como “manha”.

Se você é dos que julga, cuidado!

Durante muitos e muitos anos as mulheres eram taxadas por serem as únicas responsáveis por tudo que envolve a criação das crianças – só que a maternidade nos dias atuais não deve ser considerada uma missão solo: a paternidade existe, e a mulher não somente se limita a ser realizada apenas como mãe!

Os tempos são outros, a educação é outras, bem como os costumes e hábitos e constantemente precisamos reavaliar a forma como pensamos a sociedade ao nosso entorno e simplesmente parar de achar que tudo possui um foco central de culpa – e que no final, a culpa é sempre associada à maternidade.

É importante procurarmos entender que o comportamento humano envolve uma série de pontos e conflitos, e isso se inicia ainda na infância – e por isso, nem tudo que julgamos precisa ser necessariamente o que de fato “julgamos”.

Por isso, antes de falar algo como “foi só você chegar que começou a manha” procure entender que não é preciso apontar culpas ou questionamento somente, e sim ponderar o que dizemos, como dizemos e quando dizemos, pois a maternidade é uma missão linda, porém, também complexa!

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