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Pílula do dia seguinte funciona?

Pílula do dia seguinte: como ela funciona, qual a forma correta de tomar e seus efeitos?

A pílula do dia seguinte é um método considerado de caráter absolutamente emergência, sendo que seu uso não deve ser feito de forma recorrente e muito menos sem levar em consideração algumas informações realmente valiosas!

Você realmente sabe como a pílula age e como deve fazer o uso da pílula do dia seguinte?

É importante saber que a pílula do dia seguinte é conhecida como uma contracepção emergencial, sendo extremamente eficiente no prazo de até no máximo 72 horas depois do ato sexual que apresente um risco de gravidez.

Seu uso pode reduzir de forma bastante drástica as chances de uma mulher engravidar e acaba sendo adotada em situações onde a relação sexual não considerou as devidas precauções.

Seu principio ativo é o levonorgestrel, que nada mais é do que um tipo de progesterona – trata-se do hormônio feminino sintético que é adotado para o uso de anticoncepcionais.

Para se ter uma ideia mais sólida sobre seu uso, vale salientar que a pílula do dia seguinte possui até 20 vezes mais hormônios do que a pílula tradicional que é ingerida diariamente.

Quer se aprofundar mais acerca desse assunto e entender mais sobre esse método contraceptivo e sanar as principais dúvidas? Então continue lendo o conteúdo desse artigo para se aprofundar no tema!

O que é pílula do dia seguinte?

Como mencionado anteriormente, a pílula do dia seguinte é considerado um meio de contracepção de caráter emergencial, sendo que sua eficiência é muito maior nas primeiras 72 horas após a relação sexual.

Por meio do seu principal princípio ativo (levonorgestrel), que é um tipo de progesterona sintética, ela consegue inibir potencialmente as chances de uma gravidez indesejada.

Isso porque, diferente das pílulas tradicionais, a pílula do dia seguinte possui vinte vezes mais hormônios.

É importante destacar que todo esse volume de hormônios sintético acaba evitando que ocorra a liberação do óvulo.

Se por ventura esse processo já tiver ocorrido, a pílula age de forma a promover uma descamação do endométrio, que é justamente onde o óvulo fecundado deverá se fixar, impedindo que ele se prenda ao útero.

É necessário levar em conta que a eficácia da pílula do dia seguinte depende substancialmente do prazo de que ela será ingerida, bem como a quantidade total de hormônios concentrada no medicamento.

Na verdade, uma quantidade excedente pode até mesmo acarretar complicações para a saúde da mulher, e por esse motivo a pílula do dia seguinte não deve ser vista como o primeiro recurso anticoncepcional.

Ela deve ser somente tomada em casos emergenciais e jamais ser uma forma constante para prevenir uma gravidez.

Quando devo tomar a pílula do dia seguinte?

Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que a pílula do dia seguinte não deve fazer parte dos seus hábitos recorrentes.

Nesse caso, seu consumo deve ser somente adotado como sendo um plano B, ou seja, uma forma emergencial para quando algo fora do previsto ocorre durante o ato sexual.

Considerar seu uso como um método contraceptivo regular pode ser uma medida bastante perigosa, acarretando até mesmo condições nocivas para a sua saúde.

O método pode ser adotado nas seguintes ocasiões:

  • Quando se realiza uma relação sexual sem o uso de preservativo
  • Quando o preservativo acaba se rompendo ou até mesmo escorregando
  • Quando ocorre de se esquecer de tomar a pílula regular, principalmente se esse pequeno lapso acontecer mais de uma vez com uma mesma cartela.
  • Em casos onde aconteça a expulsão do DIU
  • Se ocorrer caso de retirada ou até mesmo o deslocamento do diafragma
  • Em situações onde aconteça alguma violência sexual.

Diante de todos os aspectos mencionados acima, pode se dizer que esse método contraceptivo em situações inesperadas.

Porém, sempre tenha em mente que seu uso requer diversos cuidados, visto que de forma recorrente ele pode acabar abalando a saúde da mulher.

Como usar?

O uso da pílula do dia seguinte pode ser considerado bastante fácil e não requer grandes mistérios.

O produto pode ser disponibilizado em uma cartela onde são contidos dois comprimidos – na verdade, isso pode depender basicamente do fabricante.

Em casos onde exista somente um comprimido, sua ingestão deve ser feita apenas com o acompanhamento de água, assim como no caso de outros tipos de remédios.

Mas, no caso de dois comprimidos é importante considerar ler previamente a bula do medicamento para certificar se há uma ordem para tomar cada um e o intervalo entre um e outro.

Pílula do dia seguinte faz mal?

Como já salientado anteriormente, a quantidade de hormônios presentes na pílula do dia seguinte pode ser de até 20 vezes superior à pílula regular.

Nesse caso, a quantidade total de hormônios em uma única pílula pode ser equivalente à metade de uma cartela das pílulas contraceptivas regulares – ou seja, é uma variação bastante elevada.

Por esse motivo, é de suma importância conversar com seu ginecologista para certificar se é adequado tomar ou não a pílula do dia seguinte.

Se não houver qualquer contraindicação mencionada na bula do produto, usar apenas uma vez não surtirá qualquer problema mais grave, mas o uso mais frequente pode ser algo realmente grave.

Portanto, o grande ponto de alerta fica focado em situações de repetição – o simples fato de toma-la uma vez por vez já é considerado arriscado para a saúde.

Ela pode até mesmo afetar a eficiência das pílulas regulares, bem como acarretar outros sintomas devido à grande concentração de hormônios, como náuseas, diarreia, dores de cabeça, desestabilizar o fluxo menstrual, e outros.

Em geral, a classe médica indica que o consumo da pílula do dia seguinte seja feito no máximo uma vez por ano, visto que se trata de um método contraceptivo emergencial.

O caso é que, infelizmente, mesmo com todas essas informações, ainda há mulheres que adotam o uso recorrente desse método contraceptivo, chegando até mesmo a ingerir a pílulas 3 vezes em um mesmo mês.

E o resultado nem sempre é atribuído somente ao que a pílula propõe, e a mulher acaba condicionada a outros sintomas de saúde desconfortáveis e nocivos.

Quais as contraindicações da pílula do dia seguinte?

Em geral, indica-se que se evite esse método contraceptivo em casos onde a mulher acaba apresentando outros problemas de saúde mais severos.

Destaca-se condições como problemas cardiovasculares, metabólicos, hipertensão, coagulação e até mesmo em casos de obesidade mórbida.

Doenças de classificação hepática também merecem atenção, sendo que o uso da pílula do dia seguinte também não é indicado. Isso se dá devido ao fato de que a pílula tem sua metabolização no fígado.

Histórico de trombose ou um risco previamente conhecido também é considerado um grave fator de risco, sendo aconselhado que não se recorra a esse método.

Mulheres que estejam em fase de amamentação também não devem apostar no uso da pílula do dia seguinte.

Confira abaixo outras recomendações que é necessário levar em conta:

  • Evite tomar a pílula do dia seguinte se estiver menstruada ou em dias que você pode ficar.
  • A pílula do dia seguinte não deve ser tomada na pausa do uso da pílula regular.
  • Evite o uso em casos onde ela não se faz realmente necessária, como por exemplo, em situações onde outro método contraceptivo tenha sido eficiente.

Como a pílula age?

De forma geral, a pílula do dia seguinte pode ter sua ação de 3 formas diferentes:

  • Impedindo que o óvulo seja liberado
  • Na redução dos movimentos provenientes às tubas uterinas, que são responsáveis por fazer o transporte do óvulo.
  • E na descamação do útero, de forma a impedir que o óvulo consiga se implantar.

Todas as ações destacadas acima permitem uma drástica redução das chances de se engravidar, principalmente porque o óvulo não conseguirá ir até o útero e, portanto, não havendo chances de se gerar o embrião!

É importante ainda destacar que a pílula do dia seguinte não possui um efeito cumulativo, ou seja, se acontecer uma relação sexual desprotegida depois do seu uso, você poderá estar exposta a grandes chances de engravidar.

Por esse motivo, é sempre mais interessante procurar dedicar uma maior atenção aos demais métodos contraceptivos que você prefira ou tenha acesso e somente considere a pílula do dia seguinte em situação emergencial.

Vale ainda salientar que a gravidez ectópica pode ser ocasionada em decorrência do consumo da pílula do dia seguinte – que é a gravidez fora do útero.

Nesse caso, a gravidez pode ocorrer ainda dentro das tubas uterinas, principalmente se o hormônio somente fizer efeito após a liberação do óvulo por meio dos ovários.

Pode acontecer de ele ser barrado no meio da sua trajetória até o útero, e isso geralmente pode ser ainda no meio das tubas, ocorrendo o perigo da fecundação se consolidar.

Isso não representa um grande perigo, uma vez que o óvulo poderá ficar parado nesse lugar e automaticamente deverá ser absorvido pelo organismo da mulher.

O ponto é que alguns casos mais raros podem sim acontecer – ou seja, depois do óvulo fecundado ele consegue se implantar junto à tuba (o que deveria fazer quando checasse até o útero).

Nesse caso, é necessário considerar uma emergência médica, pois permitir o crescimento de um feto junto às tubas uterinas pode acarretar seu rompimento, trazendo consequências mais graves.

É possível ocorrer uma hemorragia mais severa e até mesmo um aborto espontâneo. São muito raros os casos que um bebê obteve seu desenvolvimento até a sua fase de maturidade e que o parto foi realizado por meio de uma intervenção cirúrgica.

Depois de tomar a pílula do dia seguinte, quanto tempo demora para menstruar?

Essa é uma pergunta bastante frequente e a resposta mais assertiva nesse caso é uma só: dependerá unicamente do seu corpo, da sua reação com a pílula e do ciclo menstrual em que você se encontra!

É importante saber que a pílula também pode acarretar atrasos no ciclo menstrual, podendo atingir um prazo de 3 semanas. Portanto, quem possui um ciclo mais regular, poderá ter esse estranhamento.4

Isso se dá porque os hormônios acabam causando uma bagunça no organismo da mulher, e automaticamente isso também afetará o ciclo.

O reestabelecimento pode demorar em média uns dois meses, mas esse prazo também pode variar de uma mulher para a outra.

Mas, o atraso não é a única condição!  É possível também que o ciclo acabe sendo adiantado, e isso pode acontecer devido à descamação do endométrio.

A alteração da menstruação também é algo bastante comum, e isso quer dizer que ele pode se apresentar com um aspecto mais escuro e até mesmo em uma quantidade maior.

Eu só posso tomar ela no dia seguinte?

Embora o nome faça menção ao dia seguinte, isso não deve ser levado ao pé da letra! Não é preciso esperar “amanhã” para toma-la! Na verdade, é justamente o contrário!

Quando mais rapidamente você tomar a pílula do dia seguinte após o ato sexual, maiores serão as chances de ela ser ainda mais eficiente.

Embora ela ainda apresente efeitos no prazo de até 5 dias após a relação sexual, é importante ter em mente que a sua porcentagem de eficácia será drasticamente reduzida.

Portanto, se percebeu que algo saiu do planejado, evite esperar muito! Isso porque quando menor for o prazo entre o seu consumo e a relação sexual, maiores serão as chances de você não engravidar.

Para se ter uma ideia, ainda nas primeiras 24 horas depois do ato sexual, sua eficácia é de cerca de 95%, porém isso reduz já no dia seguinte, caindo para 85% em até 48 horas de prazo.

No terceiro dia, a margem de eficácia pode ser de apenas 58% e depois desse prazo não há qualquer garantia que ela de fato poderá funcionar.

Mas, se você a tomar somente no quinto dia, a eficácia é de nada mais, nada menos do que 0%!

Mulheres que tenham mais de 80 quilos podem ter um organismo ineficiente para contraceptivos que sejam à base de levonorgestrel – e ainda pode ser pouco eficiente para quem possui mais de 75 quilos.

Quais os efeitos colaterais?

Existem alguns efeitos colaterais associados ao uso da pílula do dia seguinte. Os mais comuns são:

  • Dor de cabeça
  • Enjoo
  • Diarreia
  • Retenção de líquidos
  • Vômitos
  • Cansaço fora do normal.

Se por ventura a mulher vomitar no período inferior a duas horas após o consumo da pílula, pode ser que o medicamento não tenha sido absorvido pelo corpo.

Como dito anteriormente, outro efeitos podem ser percebidos na própria menstruação, que poderá ser adiantada ou até mesmo sofrer atrasos mais evidentes.

Se isso acontecer, o ideal é esperar um prazo médio de 15 dias do atraso e considerar fazer um teste de gravidez.

Todos os efeitos destacados acima não poderão ocorrer de forma obrigatória – há muitas mulheres que tomar o medicamento e simplesmente não sentem nada de diferente!

Pílula do dia seguinte funciona no período fértil?

De acordo com o expertise de alguns especialista da área, a eficiência da pílula do dia seguinte pode ser um pouco inferior se a mulher estiver no seu período fértil!

Isso se dá devido ao fato de que esse é justamente o período onde a gravidez acaba sendo potencialmente mais favorecida.

É justamente o período onde ocorre a liberação do óvulo, que deverá se deslocar até as tubas uterinas – ou seja, um dos efeitos da própria pílula, que é de impedir esse processo acaba sendo drasticamente anulado.

Logicamente que isso não quer dizer enfaticamente ela não funcionará, visto que ela tem ainda mais duas formas de evitar a gravidez. Porém, as chances dela falhar poderão ser maiores do que em outros períodos.

Eu já estou tomando pílula anticoncepcional e tomei a pílula do dia seguinte. Devo continuar minha cartela de onde parei?

Na verdade, os médicos nunca chegaram a uma decisão sobre esse aspecto, sendo que existem várias opiniões divergentes sobre o assunto!

O fato é que a medicina ainda não atestou a eficácia da pílula anticoncepcional depois da ingestão da pílula do dia seguinte. Isso quer dizer que não se sabe ao certo se isso pode acarretar algum problema!

Muitos recomendam que basta apenas continuar seguindo com a cartela normalmente, levando em consideração o uso de camisinha ao menos no período de 7 dias.

Outros, já acreditam que é mais indicado aguardar a próxima menstruação e aí sim retomar a cartela normalmente.

A pílula é abortiva?

Outra dúvida bastante comum, e que gera muitas respostas por aí! Porém, a resposta correta é: não! A pílula do dia seguinte não é abortiva!

Ela não atrapalha de forma alguma ou até mesmo impede que o embrião de se desenvolva, visto que já ocorreu a sua fixação junto ao endométrio.

Na verdade, pode-se ser dizer que seu efeito é praticamente nulo em mulheres que já estejam gravidas, sendo apenas considerada uma bomba hormonal que poderá trazer sintomas desagradáveis.

Preciso de receita médica para comprar a pílula do dia seguinte?

Não! Na hora de pílula do dia seguinte não é preciso apresentar receita e nem as farmácias podem fazer tal exigência.

O medicamento ainda é entregue gratuitamente na rede do SUS. Informe-se na sua cidade sobre essa possibilidade.

Nomes comerciais e preços médios

O que não falta no mercado são opções de marcas à venda nas farmácias de todo o país, bem como para sua distribuição na rede do SUS.

O valor de compra também pode variar muito, podendo ir de apenas um real até trinta reais.

Confira abaixo algumas marcas mais conhecidas:

  • Postinor uno;
  • Diad;
  • Poslov;
  • Previdez;
  • Pozato Uni;
  • Prevynol 2;
  • Neodia;
  • Hora H Uno;
  • Dopo;

Observação importante:

Jamais, de forma alguma, se automedique ou até mesmo interrompa o uso de qualquer medicamente sem conversar previamente com seu médico.

Somente ele poderá atestar o período, a quantidade e os tipos de tratamentos mais adequados para sua condição, bem como atribuir todas as informações realmente necessárias para preservar a sua saúde.

Todo o conteúdo destacado ao longo desse artigo é apenas de caráter informativo, sendo que não substituem, em hipótese alguma, as informações e orientações de um especialista da área da saúde.

Outros métodos de contracepção de emergência

Embora a pílula do dia seguinte seja o método mais famoso e adotado por muitas mulheres, não é o único caminho a ser considerado como anticoncepcional.

Confira abaixo outras sugestões:

  • DIU (dispositivo intrauterino) – método bastante usado para ajudar na prevenção da gravidez a longo prazo. Ele ajuda a impedir que ocorra a implantação do óvulo na parede do útero.
  • Pílula dos cinco dias – recorre ao acetato de ulipristal, que visa impedir a gravidez. Esse composto assume o lugar da progesterona, impedindo que haja um efeito do hormônio, afetando, portanto, a ovulação.

Outros métodos contraceptivos

Há ainda diversos outros métodos contraceptivos:

  • Camisinha: um dos mais populares e de acesso mais facilitado, ele impede a entrada do esperma no corpo do parceiro. A camisinha pode ser encontrada na sua versão feminina ou masculina, e nos dois casos pode ser uma aliada para impedir doenças sexualmente transmissíveis!
  • Pílula contraceptiva oral: medicamento de uso diário que recorre a uma quantidade de hormônios para não permitir que haja a liberação do óvulo.
  • Laqueadura e vasectomia: ambos são procedimentos por intervenção cirúrgica, feitas respectivamente em homens e mulheres.

Agora que você já sabe mais sobre a pílula do dia seguinte, aproveite para compartilhar esse conteúdo com outras pessoas para que elas também tenham maiores informações acerca desse assunto!

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