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Resguardo quanto tempo dura?

Resguardo e os cuidados no pós parto

Resguardo РTudo o que você precisa saber !

O resguardo é o período imediato após o parto, e perdura por um tempo. entenda melhor o que acontece, e como ele se desenrola!

Depois de toda a ansiedade da gestação e a emoção do parto, é hora da nova mamãe enfrentar o chamado resguardo.

Esse período se inicia logo que o bebê nasce, e se estende pelos próximos 41 dias, podendo chegar até 8 semanas completa.

Durante esse tempo, o corpo ter√° de se readaptar a uma vida sem o feto. Os horm√īnios e o estado f√≠sico sofrem altera√ß√Ķes bruscas, e nem precisamos dizer que tudo isso transforma o humor da mulher em uma verdadeira montanha russa!

Mas, o resguardo n√£o √© um per√≠odo ‚Äúdetest√°vel‚ÄĚ. Na verdade, √© um momento important√≠ssimo para reflex√£o e autoconhecimento, e tamb√©m para que a nova mam√£e consiga se reposicionar nesse novo universo chamado maternidade, e para o qual nem a mais experiente das mulheres est√° totalmente preparada.

√Č ineg√°vel que durante toda a gesta√ß√£o, desde a concep√ß√£o do beb√™ at√© seu nascimento, muitas mudan√ßas acontecem, e a mulher passa por isso de forma ‚Äúinstintiva‚ÄĚ.

E, embora muitos ‚Äúsintomas‚ÄĚ desapare√ßam no parto, ainda √© preciso tempo para que a mulher e seu corpo retornem ao estado anterior √† gesta√ß√£o. √Č justamente esse per√≠odo que √© chamado de resguardo, e sobre o qual falaremos nesse conte√ļdo.

Quanto tempo dura o resguardo?

O Resguardo √© o per√≠odo que se inicia no nascimento do beb√™ e dura at√© 40 dias , conforme indicado pelos obstetras, esse prazo de 40 dias √© necess√°rio para que o √ļtero se restabele√ßa, independente do parto ter sido normal ou ces√°ria.

J√° ouviu falar em puerp√©rio? Pode ser que essa palavra lhe pare√ßa estranha, ou pouco usual. Mas a verdade √© que o conceito de ‚Äúpuerp√©rio‚ÄĚ √© um antigo conhecido das mulheres.

Veja s√≥: talvez voc√™ j√° tenha ouvido a sua m√£e ou av√≥ falar sobre o ‚Äúresguardo‚ÄĚ de uma gestante, ou sobre seu per√≠odo de ‚Äúquarentena‚ÄĚ.

Pois bem: isso nada mais √© do que o puerp√©rio! √Č o per√≠odo em que a mulher percebe que seu corpo est√° reagindo a diversas mudan√ßas, pois est√° retornando ao seu estado anterior a gesta√ß√£o.

O que acontece com o corpo durante o resguardo?

Durante o resguardo entenda as rea√ß√Ķes o que seu corpo poder√° enfrentar :

  • Queda hormonal:

Uma das coisas que acontece imediatamente ap√≥s o nascimento do beb√™ √© a brusca queda hormonal no corpo da mulher. A come√ßar pelos n√≠veis de HCG, o horm√īnio principal da gesta√ß√£o. Mas al√©m disso, a progesterona e o estr√≥geno tamb√©m sofrem altera√ß√Ķes.

O principal efeito desse declínio hormonal é a mudança de humor, que pode fazer com que a mãe chegue a momentos de melancolia, e, em poucos casos, quadros mais preocupantes de depressão.

√Č importante manter a aten√ß√£o e compartilhar com o seu m√©dico e com o seu companheiro as suas ang√ļstias. N√£o sofra sozinha durante o resguardo!

Quanto tempo dura o sangramento após o parto?

  • Sangramento vaginal:

Voc√™ passar√° por um longo per√≠odo de sangramento vaginal. Esse sangramento pode se parecer muito com menstrua√ß√£o, e chega at√© a 500 ml por dia! Mas, na verdade, ele desencadeado por conta da libera√ß√£o de secre√ß√Ķes uterinas.

Esse sangramento será mais intenso e de um vermelho mais vivido durante os primeiros dias. A tendência é que tanto a quantidade quanto a vivacidade da cor diminuam com o passar do tempo.

Isso acontecerá até chegar ao ponto de tornar-se apenas uma secreção simples, transparente e muito parecida com o muco vaginal de antes.

Para lidar com isso a mulher deve usar absorvente tamanho grande. √Č importante observar o sangue que est√° sendo expelido. Ele n√£o deve ter um cheiro muito forte e desagrad√°vel, e a cor deve parecer mais opaca dentro de 3 ou 4 dias.

Caso você ache que o cheiro está muito ruim, e se a cor não mudar, é indicado procurar ajuda médica, pois podemos estar diante de uma infecção uterina.

As cólicas durante o resguardo

O seu √ļtero passou por um grande alargamento para comportar um beb√™. Agora ele est√° se contraindo gradativamente, e isso pode causar c√≥licas. Estima-se que o desconforto, nesse caso, dure em m√©dia 20 dias.

Isso porque o √ļtero pode diminuir at√© 1 cent√≠metro por dia. Ent√£o, calculando que um beb√™ tenha se formado dentro de um espa√ßo de mais ou menos 20cm, esse ser√° o tempo m√©dio.

As cólicas podem se intensificar durante a amamentação. Nesse caso, se você achar que a dor é muito ruim, tire o bebê do mamilo, e pause a amamentação por um breve período.

Durante os seus descansos, voc√™ pode usar uma bolsa com √°gua quente para amenizar a c√≥lica. Isso com certeza vai lhe ajudar. E se tiver alguma d√ļvida sobre a intensidade da dor ser ou n√£o ser normal, o seu m√©dico ser√° o grande orientador.

  • Mamas doloridas e inchadas:

Já que falamos sobre amamentação, os seios também sentem bastante os efeitos do resguardo. Isso porque até então eles estavam apenas maiores, mais bonitos e vistosos. Mas a partir do parto, eles podem desenvolver alguma sensibilidade.

Isso porque estão cheios de leite, e finalmente prontos para a amamentar. Mas se por alguma razão a mulher não puder amamentar o bebê, o médio que a está acompanhando poderá indicar medicação para secar o leite, ou ainda ela pode fazer a extração do líquido com bombinha.

  • Livre demanda!

Talvez você já tenha ouvido falar sobre a amamentação em livre demanda. Ela se dá quando a mulher não segue uma ordem de amamentação, mas sim o faz sempre que o bebê quiser.

Uma das grandes vantagens disso é que você diminui o desconforto dos seios, já que o leite vai esvaziar mais rapidamente. Mas é importante conversar com o médico sobre qual é a melhor forma de amamentar o bebê.

O bebê nasceu e eu ainda estou barriguda, por quê?

Apesar de a gesta√ß√£o ser um momento incr√≠vel e uma experi√™ncia √ļnica, √© um fato que todas as mulheres se sentem ansiosas para voltarem ao seu corpo anterior. E a barriga √© uma das coisas mais importantes, pois ela acaba incomodando para dormir.

Logo que o beb√™ nascer e voc√™ adentrar o resguardo, a sua barriga vai diminuir bastante, e parecer mais ‚Äúmole‚ÄĚ. Mas ela ainda n√£o vai voltar completamente a ser como antes. Voc√™ vai notar um volume, como se estivesse gr√°vida de alguns meses.

Isso √© normal, pois, como dissemos ali em cima, o √ļtero come√ßar√° um processo gradativo de retra√ß√£o. Ent√£o ele ainda est√° grande e espa√ßoso, o que faz com que fique com essa barriguinha saliente.

  • Usar cinta pode ajudar a acelerar isso!

O uso de uma cinta pode auxiliar na diminui√ß√£o do √ļtero. Amamentar tamb√©m √© outra forma de acelerar o processo de retra√ß√£o da barriga.

Exercícios físicos são bem-vindos durante o puerpério, pois ajudam a combater a flacidez. Mas lembre-se que o médico deve ser informado sobre isso, e caso ele lhe oriente a não se exercitar, você deve seguir essa dica.

O parto normal e a recuperação vaginal durante o resguardo

Para mulheres que optaram pelo parto natural, existe uma outra questão durante o resguardo que é a recuperação do canal vaginal. A musculatura se afrouxou para facilitar a passagem do bebê. Agora é hora de isso voltar ao normal.

Por isso algumas mulheres acabam sentindo uma dor pélvica ou bem baixa, que justamente representa essa movimentação do corpo em retorno ao formato anterior.

Se a mam√£e puder fazer exerc√≠cios de fisioterapia p√©lvica, ter√° resultados ainda melhores e mais r√°pidos. Mas isso s√≥ pode come√ßar depois de pelo menos 2 semanas do parto. Dores intensas tamb√©m podem representar lacera√ß√Ķes.

A passagem do bebê é um momento realmente muito intenso para o corpo feminino. E durante o parto normal, podem acontecer ferimentos vaginais em decorrência da passagem da criança.

Em outros casos, os médicos podem optar pela episiotomia, que é um corte na região para aumentar a passagem do bebê. Isso vai demandar suturas, que também trarão algum desconforto durante a recuperação.

A episiotomia deve levar uns 15 dias do puerp√©rio para se fechar por completo. √Č preciso cuidado com essa regi√£o, e muita aten√ß√£o para verificar se est√° cicatrizando direitinho.

Incontinência urinária é um dos sintomas mais comuns durante o resguardo saiba por quê?

Então, justamente por conta desse afrouxamento vaginal que ocorre durante o parto, é normal que as mulheres tenham uma certa incontinência urinaria durante o resguardo. Os exercícios de contração da musculatura podem ajudar a recuperar o controle.

Mas, mesmo para quem teve parto em cesariana, pode acontecer a incontinência por conta do descontrole hormonal. Alguns médicos apontam que cerca de 50% das mulheres passam por esse problema no resguardo ou na gestação.

Saiba que não há motivos para preocupação. Na maioria das vezes, esse problema tende a desaparecer gradativamente. Somente uma faixa de cerca de 9% de mulheres continuam com a incontinência urinária depois dos 40 dias.

Ainda assim, os escapes de urina devem ser comunicados ao seu médico. Isso porque ele poderá analisar se existe algum risco de você desenvolver esse problema de forma definitiva no futuro, e poderá antecipar exercícios para evitar.

E a menstruarão? Quando é que ela volta e se torna normal novamente?

Como voc√™ pode ver, o seu corpo est√° passando por muitas mudan√ßas durante o resguardo. Podemos dizer que voc√™ n√£o est√° mais reconhecendo nada em voc√™ mesma ‚Äď e isso √© absolutamente normal!

Existe um certo anseio para que as coisas retomem o seu rumo, e o seu corpo volte a funcionar como antes. At√© mesmo quest√Ķes que soavam como inc√īmodas e desagrad√°veis podem causar certa ‚Äúsaudade‚ÄĚ na mulher em resguardo.

√Č o que podemos dizer, por exemplo, da menstrua√ß√£o.

Pode ser que voc√™ esteja ansiosa para ver o seu fluxo funcionar normalmente, mas isso n√£o vai acontecer t√£o cedo e pode levar at√© 6 meses para normalizar completamente ‚Äď principalmente para mulheres que amamentam.

As mães que não amamentam terão o fluxo normalizado mais rapidamente, dentro de mais ou menos 2 meses. E assim que a primeira menstruação descer a mulher deve anotar o dia para informar o seu médico.

√Č poss√≠vel engravidar no per√≠odo de resguardo?

Durante o resguardo √© normal que a m√£e fique completamente focada e at√© meio neur√≥tica com os cuidados com o beb√™. Isso faz com que outros assuntos ‚Äď tais como rela√ß√£o sexual e contracep√ß√£o ‚Äď passem batidos pela cabe√ßa dela.

Mas é importante saber que durante o resguardo, caso você não esteja amamentando o bebê em livre demanda, é possível engravidar novamente. Mais ou menos 30 dias após o parto você volta a ovular!

  • Rela√ß√£o sexual e contracep√ß√£o:

√Č absolutamente normal que a vida a dois se torne o segundo plano quando o beb√™ chega. Os casais tendem a ter um afastamento no que diz respeito as rela√ß√Ķes √≠ntimas durante o resguardo.

O indicado √© mesmo que a mulher n√£o mantenha rela√ß√Ķes sexuais por pelo menos 40 dias. Esse √© o tempo em que o corpo vai se recuperar do parto. O √ļtero est√° ferido, seja pelo parto vaginal ou pela ces√°rea.

A penetração pode piorar isso, ou ainda levar bactérias para o local, o que aumenta muito os riscos de uma infecção grave. Não existe uma data exata em que a relação sexual passará a ser segura, mas entende-se que nessas 6 semanas iniciais o corpo ainda está muito debilitado.

O mais indicado é conversar com o médico sobre o melhor momento para retomar as atividades sexuais. O mesmo podemos dizer sobre o uso de anticoncepcionais. Somente o médico poderá dizer quando começar a tomar.

  • Masturba√ß√£o:

J√° a masturba√ß√£o sem introdu√ß√£o no canal vaginal pode ser praticada normalmente. Claro que mulheres que sofreram lacera√ß√Ķes ou passaram por episiotomia devem evitar mesmo esse toque.

Mas para aquelas que estão com a região pélvica intacta em sua parte externa, não há problemas em se masturbar.

Alimenta√ß√£o ‚Äď existe restri√ß√£o alimentar durante a quarentena?

Você já entendeu que o seu corpo está passando por um período intenso de mudanças! Isso acontece porque durante a gestação ele se alterou por completo para receber o bebê e se preparar para o parto.

Agora que as coisas est√£o voltando ao normal, √© hora de pensar tamb√©m em sua sa√ļde. E a alimenta√ß√£o √© um ponto crucial nessa recupera√ß√£o. Vamos conhecer alguns ingredientes e alimentos que devem ser evitados nos 41 dias p√≥s-parto:

Alimentos proibidos:

  • Bebidas alco√≥licas ‚Äď pois elas comprometem a produ√ß√£o de leite e tamb√©m a cicatriza√ß√£o;
  • Cafe√≠na ‚Äď n√£o s√≥ aquela proveniente do caf√©, mas tamb√©m presente em refrigerantes de cola, determinados ch√°s e, pois, ela reduz a absor√ß√£o de ferro e tamb√©m pode alterar o humor do beb√™, fazendo com que ele fique mais irritadi√ßo. Quem n√£o vive sem caf√© deve limitar o consumo a 3 x√≠caras di√°rias.
  • Amendoim e derivados ‚Äď Pode causar alergias no beb√™.

Em contrapartida, a mulher em resguardo deve fazer v√°rias refei√ß√Ķes di√°rias, e n√£o deve ficar longos per√≠odos sem se alimentar. Ela tamb√©m deve tomar vitaminas e suplementos se isso for receitado pelo seu m√©dico. Algumas das indica√ß√Ķes de consumo s√£o:

Alimentos permitidos:

  • Alimentos ricos em ferro, tais como carne vermelha, aves, ovos, vegetais verdes escuros, feij√Ķes, beterraba;
  • Alimentos ricos em vitamina C (frutas c√≠tricas);
  • Magn√©sio, vitaminas do complexo B, triptofano, vitamina D e √īmega 3 ‚Äď tudo isso presente na aveia, vegetais verdes escuros, banana, frutas vermelhas, ovos, gergelim, carne, latic√≠nios, quinoa, amaranto e oleaginosas;

Além de todas essas dicas, tem uma coisa que é fundamental, e que a mulher deve se atentar muito durante toda a gestação e também durante o resguardo o seu consumo de água!

√Č important√≠ssimo se manter bem hidratada! O indicado √© que a m√£e consuma pelo menos 13 copos de l√≠quidos por dia, sendo preferencialmente √°gua natural. Mas pode mesclar com ch√°s e sucos naturais.

Isso vai ajudar na produ√ß√£o e leite e tamb√©m evita que a mulher sofra de infec√ß√£o urin√°ria ou constipa√ß√£o ‚Äď dois problemas que s√£o muito comuns durante a recupera√ß√£o ap√≥s o nascimento.

Condi√ß√Ķes psicol√≥gicas gerais durante o per√≠odo de resguardo

Voc√™ j√° sabe praticamente tudo sobre como o seu corpo vai reagir durante o resguardo. ¬†Agora chegou a hora de falarmos das quest√Ķes psicol√≥gicas ‚Äď que tamb√©m passam por fortes mudan√ßas nesse per√≠odo.

O nascimento do beb√™ certamente foi muito esperado, e voc√™ n√£o via a hora de olhar nos olhinhos de seu filho ou filha. Mas, no momento em que isso acontece, √© natural que a m√£e seja acometida por uma s√©rie de medos, incertezas e d√ļvidas, tais como:

  • Ser√° que serei uma boa m√£e?
  • Posso dar conta de criar esse beb√™?
  • Ser√° que o meu filho vai sobreviver a esse come√ßo de vida?

A primeira coisa que a m√£e sente, al√©m do amor imenso pelo beb√™, √© uma grande inseguran√ßa. Isso porque at√© ent√£o a crian√ßa estava protegida e nutrida no √ļtero, e a partir de agora ela inicia uma vida ‚Äúindependente‚ÄĚ, no que diz respeito √†s quest√Ķes biol√≥gicas, pelo menos.

Saiba que todos esses questionamentos e receios são normais no resguardo. Alguns especialistas consideram que não é possível falar de mãe e bebê como sendo duas criaturas distintas logo nesse início.

Isso porque tanto a mãe quanto a criança se sente desamparada após o parto, e a sensação de segurança será recuperada aos poucos.

Resguardo emocional é mais complexo e mais delicado!

A todas essas altera√ß√Ķes emocionais, damos o nome de resguardo emocional. √Č o per√≠odo em que a mulher vai recuperar a sua autonomia sem o beb√™ no √ļtero.

A grande quest√£o a respeito disso √© que, diferentemente das quest√Ķes f√≠sicas, que possuem uma previs√£o para normalizar, o emocional pode levar anos.

Na verdade, para alguns psicólogos isso só se resolve quando a criança atinge os 2 ou 3 anos de idade, e começa a se tornar ainda mais independente.

  • A culpa da m√£e!

Um dos movimentos mais comuns, mas que devem ser evitados, é o de tomar para si toda a culpa do mundo. Durante o puerpério, mãe, pais, avós e todas as pessoas ao redor, ficarão focadas no bebê.

As consultas m√©dicas ser√£o voltadas para a sa√ļde e bem-estar dele, as mudan√ßas na casa e na vida, tamb√©m. E nesse per√≠odo, a m√£e est√° passando por um verdadeiro turbilh√£o de emo√ß√Ķes, e muitas vezes n√£o encontra espa√ßo para falar sobre eles.

O que ela faz é tomar a culpa de tudo para si, e acaba sofrendo em silêncio toda essa angustia. Mas calma! Você deve evitar esse movimento, por mais difícil que pareça!

Quando buscar ajuda psicológica no puerpério?

A busca por ajuda psicológica deve acontecer logo que a mãe achar necessário. Se você sente uma profunda tristeza, se não se anima para fazer nada, ou se sente mais apática e desanimada do que o normal, talvez seja legal conversar com um especialista.

De fato, o seu corpo passou por uma grande mudan√ßa, e voc√™ ainda precisa lidar com a press√£o social de que a vida ap√≥s a gesta√ß√£o deve ser feliz e plena. Tudo isso pode aumentar ainda mais a sua ang√ļstia.

A ajuda de um psicólogo pode trazer algum esclarecimento, e ajudar você a enxergar a situação com mais leveza e clareza. Pode parecer tudo absurdo agora, mas você logo perceberá que consegue enfrentar esses primeiros dias de maternidade com tranquilidade.

O resguardo emocional é realmente um dos pontos mais delicados desse momento, e é importantíssimo dar atenção a isso para que a mulher não corra um risco de desenvolver a depressão pós-parto.

Dê tempo ao tempo para que o seu corpo se recupere de tudo isso!

Pelo tanto de coisas que falamos e apontamos aqui, pode até parecer que a gestação e o parto só lhe trarão problemas. Mas não é bem assim. A maternidade é realmente uma função complexa, e as mudanças do corpo são intensas.

No entanto, não é exagero dizer que muitas vezes isso é compensado pela chegada do bebê. Se a sua gestação foi planejada, ou se essa criança foi concebida de forma consensual e sem violência, as chances de você realmente sentir-se feliz e satisfeita com o bebê são grandes.

Isso não significa que você não vai ter momentos de tristeza e questionamentos. Entenda: as mudanças são físicas e químicas, não somente psicológicas. Então tudo isso é absolutamente normal.

Procure amparo e acompanhamento m√©dico durante o resguardo. Compartilhe suas quest√Ķes com o seu parceiro, com amigas ou com familiares pr√≥ximos. Busque ajuda se achar necess√°rio, e saiba que tudo ficar√° bem com voc√™ e o seu beb√™.

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